Maior rede de clínicas de diálise do Brasil ameaça suspender atendimento pelo SUS


Na última quinta-feira (04) a DaVita, maior rede de clínicas de diálise do país, solicitou através de carta uma reunião de emergência com o ministro da saúde, Marcelo Queiroga. O assunto é a respeito dos repasses referentes aos 14 mil pacientes que realizam tratamento renal pelo Sistema Unico de Saúde (SUS).


Segundo a rede, ele já vinham lidando nos últimos anos com valores sem reajuste considerando a alta do dólar, o aumento do preço dos insumos e a inflação. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), o nefrologista Yussif Ali Mere Júnior, a situação chegou no limite com a aprovação do projeto de lei que fixa o salário base de enfermeiros no valor de R$ 4.750.



No texto aprovado pela Câmara dos Deputados, Técnicos em enfermagem devem receber 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50%.Segundo a ABCDT, haverá aumento de despesas com a criação do piso e não está prevista nenhuma contrapartida nos repasses aos prestadores de serviços do SUS. Isso tem provocado protestos de várias entidades patronais da saúde, além de prefeitos e governadores.


Segundo o presidente da DaVita Tratamento Renal, Bruno Haddad, a questão da enfermagem é justa mas o "projeto de lei inviabiliza a continuidade de todo atendimento aos pacientes do SUS se não houver uma contrapartida".


Da Redação com informações do Bahia Notícias