Consumidor muda comportamento com aumento nos preços dos alimentos, aponta Facape



A Faculdade de Petrolina – Facape, divulgou novo boletim da Cesta Básica nos meses de agosto e setembro, com pesquisa de preços em Petrolina e Juazeiro. A pesquisa coordenada pelo Colegiado de Economia, mostra que o custo da Cesta Básica em Juazeiro foi de R$ 421,24 e, em Petrolina, foi de R$ 464,79. Petrolina continua com o maior custo para alimentos que são básicos na mesa do consumidor brasileiro.


O aumento foi de 2,12% em Juazeiro. A novidade foi a queda de –2,42% no custo da cesta básica em Petrolina. Observando os últimos 12 meses, em Juazeiro os alimentos acumulam alta de 9,92%. Em Petrolina o acumulado é de 21,38%.


Um trabalhador do Vale do São Francisco, que recebeu um salário-mínimo de R$1.100,00, gastou 40,3% desse valor com a compra de produtos da cesta básica. A margarina, o café em pó, o açúcar e o óleo de soja foram os produtos com maior alta.


“Em relação à margarina, um aumento da demanda por leite pelos laticínios junto com a menor oferta e as altas nos custos de produção, levaram a um aumento de preços da matéria-prima. No caso do café, a baixa oferta do produto e o clima desfavorável (geada) explicam o aumento dos preços. Em relação ao açúcar, a crise hídrica tem impactado a produção de cana e, consequentemente, de açúcar. Com relação ao tomate, uma maior oferta de produtos com qualidade inferior fez os preços diminuírem,” explicou o coordenador da pesquisa, professor João Ricardo Lima.


O preço do arroz, os preços estão em patamares elevados levou a população a comprar menos o grão. “Os preços dos alimentos impactando fortemente a inflação, ter uma pesquisa que mostra a realidade local é muito importante para sabermos como os preços estão se comportando na nossa região. Além disso, a pesquisa mostra que existem muitas variações de preços e isto pode ser útil para as famílias buscarem preços menores e economizarem com os produtos da cesta básica, aliviando o bolso neste momento tão difícil que passa a economia”, ressaltou João Ricardo.


Com informações Ascom / Facape

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