Comissão para analisar o voto impresso é instalada no Congresso

O texto prevê que seja possível ao eleitor conferir a cédula de votação sem ter contato direto com ela

No dia em que a urna eletrônica completou 25 anos de existência, ontem (14), a Câmara dos Deputados instalou a comissão especial que discutirá a PEC 135/19, que pretende instituir o voto impresso no processo eleitoral. A proposta de emenda constitucional é de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), que compartilha da opinião do presidente Jair Bolsonaro — de quem é fiel apoiadora — de que a votação eletrônica tem fragilidades e brechas para a manipulação de resultados.


“Nosso trabalho aqui é para aperfeiçoar esse sistema. Ninguém deseja dispensar as urnas eletrônicas, uma conquista do povo brasileiro. Mas temos que olhar para a frente”, disse Kicis, na instalação da comissão, ao dizer que pretende “tirar a angústia da dúvida” a respeito do processo eleitoral.


O texto prevê que seja possível ao eleitor conferir a cédula de votação sem ter contato direto com ela. Os comprovantes de votação seriam depositados automaticamente em urnas separadas para eventual auditoria. Kicis quer que a PEC seja aprovada no Congresso até outubro, para que passe a valer já nas eleições gerais de 2022. Segundo o Código Eleitoral, alterações nas regras só podem ser feitas até a data-limite de um ano antes do pleito. Mas a tramitação de uma proposta de emenda constitucional é lenta e sua aprovação, complexa.


Com informações do Correio Braziliense

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