Caso Beatriz: Governo de Pernambuco apresenta provas 'consistentes' sobre autoria do crime


Em coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quarta-feira (12), em Recife-PE, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire, informou que o indiciamento de Servente de pedreiro, Marcelo da Silva, 40 anos, apontado como o autor do assassinato da garota Beatriz Angélica, ocorrido em dezembro de 2015, em um tradicional colégio particular de Petrolina, localizada no Sertão de Pernambuco, foi resultado das ações realizadas em conjunto pelos policiais civis e Polícia Técnica do Estado.



“Temos a motivação que coaduna com a dinâmica dos fatos, 100% das imagens foram recuperadas, não há o que macular essa investigação e esse trabalho técnico científico”, justifica o secretário. “Chegamos agora em um marco importante, não é um indício sendo trabalhado tem a prova técnico científica, a narrativa que bate com as investigações do fato. A polícia investigou segundo a segundo o material gráfico”, completa.


De acordo com a polícia, a peça-chave para o esclarecimento da morte da criança foi a faca usada pelo acusado que está preso em Salgueiro, na mesma região do Estado.


Arma utilizada no assassinato

Marcelo foi ouvido na terça-feira (11) e confessou o homicídio. “O suspeito foi indicado cientificamente, foi devidamente interrogado e confessou a prática do homicídio da menina Beatriz. Ele confessou, inclusive, apresentando a narrativa temporal que se coaduna perfeitamente com tudo que havia sido [apresentado] no inquérito”, garantiu o secretário.

Após seis anos do crime hediondo, a polícia revela que não foram 42 facadas, foram 10. De acordo com a polícia, o que existe são 42 fotos de diferentes ângulos do crime.


Marcelo Silva confessou o assassinato de Beatriz Angélica

Freire informou também que a escola não será indiciada por falta de segurança no local e que não há indicativo de outras participações. “Indiciamento só existe de pessoa física nesse tipo de delito“, disse ao ser questionado pela imprensa.


Para a polícia não há indicativos de complô ou premeditação do homicídio. “Não há, indicativo nessa autoria, de outras participações”, reafirmou. “Segundo a confissão, foi ao acaso, em razão do desespero momentâneo da criança. Não há indícios de complô ou outras razões”, explicou o secretário.


Na narrativa de confissão a polícia informa que o acusado adentrou o espaço para pedir dinheiro para viajar, já que não era morador de Petrolina e por perceber muita gente no local. Ao se deparar com a criança ela se assustou e para contê-la desferiu as dez facadas. Humberto Freire afirma que na perícia “não há indicação de crime sexual”, apesar de sugerir que a motivação do crime, pelo histórico do acusado, poderia ser de cunho sexual e que a vítima foi escolhida ao acaso.


Participaram da coletiva o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire; o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Nehemias Falcão; o gerente-geral da Polícia Científica, Fernando Benevides; e a coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de Pernambuco, Ângela Cruz.