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Bahia: Jerônimo toma posse para 5º mandato seguido do PT no estado

Atualizado: 2 de jan.



Compondo o grupo de 11 governadores eleitos para 2023 que apoiaram o presidente eleito e diplomado Luiz Inácio Lula da Silva, Jerônimo Rodrigues (PT) tomou posse no início da manhã deste domingo (1º) e deu início ao quinto mandato consecutivo do Partido dos Trabalhadores no comando da Bahia.


“A prioridade central é a inclusão social e o enfrentamento da pobreza, da fome e do desemprego. Farei o melhor para que os 15 milhões de baiano se reconheçam nesse Estado que lutou pela independência do Brasil e ajudou o país a voltar para a democracia. Hoje é dia de celebrar a Bahia e o Brasil”, declarou.


O novo governador chegou ao Palácio Luís Eduardo Magalhães, sede da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), por volta das 7h30 acompanhado da primeira-dama, a professora Tatiana Velloso, e do vice-governador, Geraldo Júnior (MDB).


Recebidos pelo presidente da Alba, o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), os eleitos fizeram a leitura do juramento e foram declarados empossados.


Em seu primeiro pronunciamento no plenário da Alba, o novo chefe do Executivo baiano destacou a importância da recém-aprovada reforma administrativa estadual para dar início ao seu mandato.


Rodrigues afirmou que sua gestão adotará esforços objetivos para dinamizar a política de atração de investimentos junto ao setor privado e reforçou o papel do governo para induzir a industrialização e o fortalecimento das cadeias produtivas.


“O Estado será indutor dos grandes investimentos em infraestrutura e dará a fluidez produtiva necessária para a roda da economia girar. Avançaremos nas obras de grande envergadura como portos, aeroportos, hidrovias, e projetos de combustíveis renováveis no semi-árido”, declarou.


Rodrigues ainda afirmou que irá fortalecer e aperfeiçoar o pacto federativo e os consórcios públicos dos municípios e aumentará os recursos para as áreas da educação e saúde pública para ampliar a infraestrutura desses serviços em direção ao interior baiano.


O petista foi eleito com 52,79% dos votos válidos, derrotando ACM Neto, do União Brasil, em um segundo turno acirrado. Neto teve 47,21%. Durante a campanha, a principal estratégia de Rodrigues foi colar sua imagem à Lula. Ele ainda teve o apoio de mais três importantes cabos eleitorais: o então governador Rui Costa, o senador Jaques Wagner, ambos do PT, e o senador Otto Alencar, do PSD, cuja penetração no interior é amplamente consolidada.


“Foi uma caminhada intensa até aqui e hoje reafirmo o compromisso de dar continuidade ao trabalho iniciado há 16 anos com Jacques Wagner e Rui Costa”, declarou.


A sessão solene teve a participação de autoridades, como o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Nilson Castelo Branco, e da procuradora-geral de Justiça, Norma Angélica Cavalcanti, prefeitos, deputados estaduais e federais. Aos parlamentares da oposição, garantiu que o novo governo manterá pleno diálogo.


O momento teve ainda a revista de Rodrigues à tropa da Polícia Militar e a transmissão do cargo por parte de Rui Costa, que foi confirmado como Ministro da Casa Civil. Por volta das 11h, a comitiva segue para Brasília para acompanhar a posse do presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva.


O governador Jerônimo Rodrigues dará posse aos seus secretários apenas no dia 3 de janeiro. Nesse dia, também será anunciada a agenda para os primeiros 100 dias de gestão.


Quem é Jerônimo Rodrigues


Jerônimo Rodrigues Souza, de 57 anos, nasceu na região da Chapada Diamantina, e se formou em engenharia agronômica. É professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e atuou como secretário estadual de Educação.


Em sua vida política, desde 2007, já atuou como assessor da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia e fez parte da equipe da Secretaria de Planejamento no governo de Jaques Wagner. Também foi secretário no Ministério do Desenvolvimento Agrário em 2011. Voltou para a Bahia em 2014 para trabalhar no governo Rui Costa (PT).


Rodrigues foi escolhido em março de 2022 para dar prosseguimento à gestão, após o racha na base do governo.


Fonte: Valor Econômico.

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