Bahia: derrotas, risco de mais um rebaixamento e insatisfação da torcida



O atual campeão da Copa do Nordeste não vive bons momentos em 2022. Na verdade, o Esporte Clube Bahia não vive “dias de gloria” - trazendo aqui o trecho da música da banda Charlie Brown Jr. - desde o seu rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Sofrendo com baixas em seu elenco, devido ao pouco orçamento para a temporada, o time baiano vai amargando derrotas seguidas e com isso aumentando a insatisfação dos seus torcedores com a diretoria, jogadores e comissão técnica.

Jogando em casa, nesse último sábado (5), o Tricolor de Aço perdeu para o Sport por 3 a 2, pela Copa do Nordeste. Essa é a segunda derrota seguida do Bahia na competição. Com 10 pontos (3 triunfos, um empate e 3 derrotas), o time ocupa a 5ª colocação do Grupo B, e com isso estaria fora da segunda fase do Nordestão. Para se classificar, o Bahia precisa vencer o próximo jogo contra o Sergipe e secar Náutico, Botafogo-PB e Sousa.


Pelo Campeonato Baiano, o tricolor não venceu os quatro últimos jogos que disputou. O melhor resultado foi o empate de 1 a 1 contra o seu maior rival, o Vitória. Depois perdeu para o Barcelona de Ilhéus, Juazeirense e para o Atlético de Alagoinhas. O time, que ocupa a 6ª posição, com seis pontos conquistados em sete jogos realizados, ainda pode sonhar com a classificação para próxima fase, se conseguir vencer os dois últimos jogos que faltam para finalizar a primeira fase do Baianão e torcer contra seus adversários.


Com todas essas derrotas, a torcida, que desde o rebaixamento para a segunda divisão do Brasileirão já mostrava irritação com a diretoria, vem realizando protestos em todos os jogos. No jogo contra a Juazeirense, o técnico Guto Ferreira foi chamado de “burro” por parte dos torcedores que estavam presentes no Estádio Adauto Maraes, em Juazeiro, norte da Bahia. E no jogo contra o Sport, além das vaias, uma torcida organizada levou cartazes com os dizeres: “85 dias sem diretor de futebol”.


A diretoria do bicampeão brasileiro (1959 e 1988) ainda não encontrou um profissional para ocupar a função que era exercida por Lucas Drubscky, demitido no dia 10 de dezembro de 2021, após o rebaixamento do clube para a Série B do Brasileirão.