Após incêndios na caatinga, empresa se compromete a contribuir com repovoamento da flora ativa


Desde a última quinta-feira (28), nas localidades de Lagoa do Boi e Angico, distrito de Pinhões, e no Campo dos Cavalos (Salitre), zona rural de Juazeiro foram registradas as primeiras chamas do incêndio que perdurou até o fim de semana. No mesmo dia em que o fogo começou as equipes do 9° Grupamento de Bombeiros Militar de Juazeiro (9º GBM) puderam contar com a colaboração de empresas privadas no combate ao fogo.


A Brigada de Combate a Incêndios da Agrovale ajudou a debelar o fogo que já desesperava os moradores. Mas, tendo em vista a grande quantidade de focos em lugares distantes, íngremes e de difícil acesso, onde as viaturas de grande porte não podiam alcançar, o fogo persistiu até o final da tarde de domingo (31), em localidades como o Campo dos Cavalos. Na manhã da segunda-feira, a situação já estava controlada e sob monitoramento.


De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Major Eminelvino da Fonseca Soares Neto, durante o combate aos incêndios não foram registrados acidentes nem feridos. "Utilizamos viaturas pequenas e o uso da bomba-costal com a efetiva participação dos moradores, da prefeitura e Defesa Civil de Juazeiro, através do seu coordenador, Ramiro Cordeiro, e de empresas a exemplo da Agrovale e da Mineração Caraíba", ressaltou. O comandante acrescentou ainda, que até o momento, não foram identificadas as causas dos incêndios nas três localidades.



Segundo o gerente Administrativo e RH da Agrovale, Marcos Rocha, a empresa foi informada dos sinistros através de moradores da região e da Defesa Civil, e imediatamente acionou a Brigada de Combate a Incêndios. "Com uma equipe de profissionais, carros-pipa, máquinas do tipo patrol e abafadores, a Brigada forneceu água para abastecer as bombas costais, auxiliando o Corpo de Bombeiros na construção de uma linha molhada na base do contra fogo, além de providenciar alimentação e água gelada para os combatentes do fogo e orientar a população com a melhor estratégia para esse tipo de sinistro", frisou. Marcos Rocha concluiu, salientando que a ajuda às comunidades atingidas por incêndios faz parte do projeto de responsabilidade social e ambiental da empresa.


Em contato com o departamento de Meio Ambiente da Agrovale, a empresa pretende começar nesta semana, um plano de recuperação ecológica das áreas atingidas junto às comunidades, através do repovoamento de plantas nativas da Caatinga a exemplo de umbuzeiro, ingazeiro, ipê, jatobá e umburana.


"Preservar a Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é uma das formas de proteger valores ecológicos, e também econômicos, únicos e endêmicos. Integrando ações que visem o equilíbrio entre preservação ambiental e geração de renda, objetivando a construção de um desenvolvimento sustentável para o bem estar e a permanência das comunidades rurais e dos povos originários desse ecossistema", concluiu a coordenadora de Meio Ambiente da Agrovale, Thaisi Tavares.



Da Redação.