APLB divulga instruções para o trabalhadores em educação que tiver corte nos salários


Reunião para definir estado de greve da categoria devido a contaminações pelo Covif-19 e falta de estrutura em algumas unidades escolares do Estado

Uma nota divulgada pela Diretoria da APLB Sindicato informa para os trabalhadores (as) em educação, como proceder caso notem em seus contracheques redução nos salários. Sob a orientação do sindicato mais de 80% dos trabalhadores não retornaram às aulas semipresenciais aguardando a vacinação completa.


Desde o dia 26 de julho, o Governo da Bahia determinou o retorno às aulas semipresenciais. Em sua live semana na mesma semana, o Governador Rui Costa (PT) afirmou que caso os trabalhadores não retornassem às aulas presenciais, haveria corte nos salários. Várias reuniões foram realizadas entre os representantes do Sindicato e a Secretaria Estadual de Educação mas até a semana passada não houve avanço nas negociações.

Na nota divulgada no site do Sindicato, os trabalhadores que tiverem cortes devem enviar "urgente para o WhatsApp da APLB (71) 98192-8274 os documentos: Cópia do Contracheque com o corte; e Comprovação do Trabalho Remoto; O Departamento Jurídico necessita destas informações para medidas urgentes!"


Estado de greve


Na última terça-feira, 24, a categoria se reuniram virtualmente e a APLB apresentou uma proposta de estado de greve, que "foi aceita por 69,9 % dos educadores que acompanharam a transmissão, com público de cerca de 3 mil" de acordo com informações divulgadas pelo Sindicato.


O coordenador geral da entidade, Rui Oliveira relatou que o sindicato, em reunião com a Comissão Estadual de Educação da Assembleia Legislativa da Bahia - ALBA, solicitou apoio com relação aos pedidos feitos e que não foram atendidos pelo governo Rui Costa.


“Relatamos que o governo até hoje não entregou a relação dos educadores imunizados, por município, solicitada pela APLB desde o último dia 3, e com a devolutiva de que os dados seriam enviados na semana seguinte. Já estamos no final do mês e nada. É absurda a forma como o governador vem tratando a nossa classe, além de recusar o diálogo conosco. Diante disso, propusemos o estado de greve, com a manutenção das aulas remotas, até que o governo analise e responda às nossas solicitações”, disse Rui Oliveira, coordenador-geral da APLB.

Os dirigentes da entidade também relataram "ameaças e intimidações feitas aos profissionais de ensino pelo Núcleo Territorial de Educação (NTE), na capital e no interior, bem como a situação de diversas escolas com problemas de contaminação e sem estrutura adequada para cumprir o protocolo estabelecido".


Segundo informações do sindicato, a Comissão de Educação teria agendado uma reunião com o executivo estadual nesta quinta-feira (26), mas ainda não houve retorno.


Juazeiro


No dia 14 de agosto, as aulas foram suspensas no Colégio Estadual Rui Barbosa em Juazeiro pelo prazo de 10 dias, após dois alunos apresentarem sintomas da covid-19. As aulas suspensas foram das turmas do 7º e 8º ano vespertino. O anúncio foi assinado pela diretora da unidade escolar, Lucimone dos Santos Lopes Bruno e uma nota sobre o assunto foi divulgada no Cartaz da Cidade.


Iana Lima - Jornalista

Comente e Compartilhe!