“Agrovale invade nossos lares na surdina da noite e provoca esse caos matinal”; denuncia moradora


Localizada no município de Juazeiro (BA) a Agrovale (Agro Indústrias do Vale do São Francisco S.A) é alvo de críticas frequentes da população local e da cidade vizinha, Petrolina (PE), devido o pó oriundo da palha da cana-de-açúcar queimada em período de safras. A moradora do bairro Vila Eduardo, em Petrolina, Sileide Neves, é mais uma das centenas que reclama da fuligem. Ela diz, consternada, que a área externa da sua residência e a água da piscina amanhecem 'pretas' com a sujeira.

“A piscina não tá cheia de ratos e sabe o por quê? Por eu ter governabilidade sobre os ratos e eles não entram na minha casa e nem na minha vida! Mas, infelizmente a minha casa novamente, amanheceu invadida de roedores e cheia de poluição. É uma poluição noturna chamada ‘pó preto ou fuligem preta’ despejada no ar por uma empresa que invade nossos lares na surdina da noite e provoca todo esse caos matinal”, desabafa Sileide, alertando que a sociedade faz parte do tripé da sustentabilidade. “Empresa que não respeita meu lar simplesmente ignoro seus produtos como consumidora”.

Essa celeuma entre os moradores das duas cidades está longe de acabar, se por um lado a Justiça de Pernambuco já concedeu liminar favorável ao pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que a empresa Agrovale pare com a queima da palha da cana-de-açúcar, a empresa segue com a queima, pois entrou com uma ação e a decisão da liminar foi cessada e a Agrovale nunca parou de espalhar fuligem por Petrolina e Juazeiro.


Em nota, a Agrovale informa que “vem cumprindo todo o regramento jurídico ambiental relativo à queima controlada da cana-de-açúcar”.


Confira a Nota abaixo:

Nota de Esclarecimento


A Agrovale comunica que vem cumprindo todo o regramento jurídico ambiental relativo à queima controlada da cana-de-açúcar. A empresa informa também que realiza investimentos contínuos, visando a melhoria dos seus processos, com a adoção de medidas técnicas e de responsabilidade econômica, social e de sustentabilidade ambiental, a exemplo da aquisição de máquinas e equipamentos para ampliação da colheita mecanizada.


Como resultado, já houve uma redução significativa da incidência da fuligem em comparação à ocorrência em anos anteriores. A Agrovale conclui, adiantando que as limitações tecnológicas estão sendo trabalhadas em parceria com consultorias especializadas, de forma planejada e responsável, de acordo com as melhores práticas agronômicas, adequadas ao processo de mecanização do corte de cana.

Certos da contribuição com o desenvolvimento e a geração de emprego e renda no Vale do São Francisco, nos colocamos à disposição de todos para quaisquer esclarecimentos.


Juazeiro, 23 de novembro de 2021


Atenciosamente,

Agrovale.


Lidiane Cavalcante

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