Exclusiva: Delegado Titular da PC de Juazeiro garante empenho dos agentes para cobrir demanda



Houve uma redução no que tange os crimes ambientais, porém o aumento no registro da criminalidade neste primeiro semestre do ano


Apesar dos desfalques no efetivo, a Polícia Civil de Juazeiro mantém ritmo de trabalho para cumprir com demandas durante a pandemia. Em entrevista exclusiva para o Cartaz da Cidade, o delegado Titular da Polícia Civil de Juazeiro, Barcos Aira L. Galdino, relata que a pandemia trouxe esse prejuízo por conta da necessidade de afastamento de alguns profissionais e morte de outros. “Em alguns casos mais graves, alguns profissionais precisaram se afastar por mais de 30 dias, então o material humano, que já é escasso, tivemos perdas totais”, disse.


Mas mesmo com prejuízo em algumas instigações, o delegado assegura que o trabalho voltado à garantia da segurança pública no município está sendo feito com total empenho dos agentes. “Estamos alternando as equipes, fazendo jogo de horário. Nunca deixamos de atender as demandas dos crimes que acontecem em Juazeiro”.


De acordo com o delegado, houve uma redução no que tange os crimes ambientais, porém o aumento no registro da criminalidade neste primeiro semestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, no que diz respeito aos crimes contra idosos e violência doméstica, especialmente contra crianças e adolescentes. “Recebemos muitas denúncias de abusos de idosos, retenção de cartão de idosos, uso por terceiros de benefícios destes idosos. São as denúncias registradas com maior frequência neste período de pandemia”.


Delegado plantonista, Barcos Aira, gerencia as investigações ocorridas nos plantões da jurisdição que faz a cobertura de nove município da área norte do Estado. A 17ª Coorpin - Coordenadoria Regional de Polícia do Interior-, comandada pela DPC Lígia Nunes de Sá, é composta das DTs de Curaçá, Uauá, Sobradinho, Sento Sé, Casa Nova, Remanso, Campo Alegre de Lourdes e Pilão Arcado.


“Neste primeiro semestre a carga de trabalho não teve alteração, independente de pandemia. A média de flagrantes, prisões e apreensões de drogas e armas se manteve estável, mês ou outro tem uma variação, mas estatisticamente não houve incremento”.


O trabalho do delegado é basicamente atender as demandas ocorridas nos plantões da 17ª Coorpin e encaminhar para as delegacias especializadas, inseridas na Coordenadoria. Ao questionarmos sobre a estrutura do órgão e as necessidades do município, o delegado foi taxativo. “O problema de pessoal no serviço público do Brasil é crônico, nós precisamos, extremamente, de pessoal, temos um número abaixo de delegados, de agentes, de investigadores e de escrivães. Estruturalmente, quanto ao material pessoal se segurança, todos os policiais disponibilizam, já quando o assunto é espaço físico, infraestrutura do prédio, por exemplo, estamos trabalhando com condições deficitárias, equipamentos que precisam ser modernizados para agilizar o trabalho de investigação da polícia Civil”, salienta.


Ainda segundo ele, há uma necessidade urgente de digitalizar os trabalhos da PC. “Não dispomos desses equipamentos para melhorar o trabalho de nossa equipe, estamos aguardando o Governo Estadual que está dando andamento ao processo licitatório para equipar as delegacias do Estado”.


O delegado afirma que ao PC de Juazeiro tem se empenhado para cobrir a demanda no território de abrangência. “É humanamente impossível a gente cumprir com toda a demanda do município, mas posso garantir que fazemos muito com o que a gente tem”, conclui o delegado Barcos Aira.


Delegacias Especializadas

DRFR - Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos

DTE - Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes

DEAM - Delegacia Especial de Atendimento à Mulher

DH - Delegacia de Homicídios e a Delegacia Territorial


Mônia Ramos Jornalista

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