Lucinha Mota, mãe de Beatriz registra B.O. após ser agredida por seguranças do Governador Câmara


A co-deputada estadual (PSOL), Jô Cavalcante contatou Lucinha e juntas vão protocolar a denúncia na Comissão de Direitos Humanos


Lucinha Mota e o grupo 'Somos Todos por Beatriz' realizavam uma manifestação pacífica durante visita do Governador Paulo Câmara em petrolina quando foi agredida por seguranças que impediram seu acesso à escola estadual EREM Professora Maria Wilza Barros Miranda no bairro João de Deus em Petrolina.


“Ninguém vai me impedir de falar, eu pago os meus impostos e estou em um local público, ninguém vai me tirar daqui não, só se for à força. Quero ver quem tem coragem”, desafiou Lucinha Mota.

Boletim de Ocorrência

O Cartaz da Cidade entrou em contato com Lucinha Mota que informou ter registrado o Boletim de Ocorrência na delegacia. "Ontem à tarde eu fui na delegacia, registrei o Boletim de Ocorrência e fiz exame de corpo de delito. E meu advogado está já providenciando a oitiva com o delegado pra gente prosseguir com a denúncia. A Jô Cavalcante, co-deputada estadual (PSOL), que integra o mandato coletivo das Juntas, entrou em contato comigo e nós iremos realizar uma denúncia também na Comissão de Direitos Humanos porque essa foi uma atitude covarde, por parte do segurança do governador, mas que fez a mando do Governador, eles estão ali para servir apenas ao Governador", relatou.


O grupo liderado por Lucinha e o pai de Beatriz, Sandro Romilton pede a inclusão de um grupo de investigadores americanos na investigação da morte da menina.


Após esse episódio, Lucinha divulgou nas contas do Instagram @caso_beatriz e @lucinha.mota as imagens do momento em que foi agredida e impedida de entrar em um espaço público onde sustentava um banner que dizia "Evento para todas as famílias".


Caso Beatriz


Durante a manifestação, Lucinha ainda afirmou que o inquérito policial do caso "apontou quatro ex-alunos como mandantes do assassinato de Beatriz”, declarou. A mãe também destacou o trabalho das delegadas Sara Machado e Polyanna Neri, que foram tiradas do caso durante o andamento das investigações sob a influência de um político de família tradicional de Petrolina, nome inclusive citado no vídeo divulgado nas redes sociais.


O crime


Beatriz Angélica foi assassinada em 10 de dezembro de 2015, com 42 facadas durante a festa de formatura de sua irmã mais velha, no Colégio Maria Auxiliadora em Petrolina. A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 quando a menina se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio.


Após perceberem o sumiço da criança, os pais desesperados começaram a procurá-la, até que minutos depois, o corpo da menina foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo.


Veja as imagens do momento em que Lucinha Mota é agredida:



Iana Lima - Jornalista

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